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Após denúncias de invasão por homens armados, Defensoria Pública da União pede segurança para indígenas no AM

Município de São Gabriel da Cachoeira Divulgação/Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira Denúncias sobre a presença de homens armados, supostamente de ori...

Após denúncias de invasão por homens armados, Defensoria Pública da União pede segurança para indígenas no AM
Após denúncias de invasão por homens armados, Defensoria Pública da União pede segurança para indígenas no AM (Foto: Reprodução)

Município de São Gabriel da Cachoeira Divulgação/Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira Denúncias sobre a presença de homens armados, supostamente de origem colombiana, foram registradas em áreas indígenas próximas à fronteira com a Colômbia. Diante dos relatos, a Defensoria Pública da União (DPU) pediu ao governo federal providências urgentes para reforçar a segurança de comunidades no Alto Rio Negro, no Amazonas. Os relatos envolvem as regiões do Alto Tiquié e do Baixo Uaupés, em São Gabriel da Cachoeira, no interior do estado, e apontam para a circulação de grupos armados em terras indígenas. A gravidade das denúncias também levou o Ministério Público Federal (MPF) a instaurar um inquérito civil para apurar a possível incursão e permanência desses grupos em território brasileiro em agosto deste ano. 📲 Participe do canal do g1AM no WhatsApp A investigação começou após o recebimento de um ofício da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Segundo a portaria assinada pelo procurador da República Eduardo Jesus Sanches, os relatos citam as localidades de Rio Castanho, Comunidade São Felipe, Morro do Beija-Flor, Cachoeira Comprida e a região da Comunidade Cunurí. Agora no g1 Entre as denúncias recebidas pelo MPF estão invasões de roças de subsistência, ameaças com armas de fogo, coação de moradores e restrições ao acesso e ao trabalho agrícola. O documento também registra a informação de que uma liderança indígena da comunidade Cunurí teria sido retida e obrigada a servir de guia para os homens armados. Os fatos ainda são alvo de investigação. Por se tratar de uma área de fronteira entre Brasil e Colômbia, o MPF determinou a adoção de medidas de segurança e fiscalização. Cobrança aos órgãos de segurança A portaria estabeleceu uma recomendação urgente aos comandos do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira, além da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, para reforçar o patrulhamento e a proteção territorial nas áreas citadas. Os quatro órgãos foram acionados para informar ao MPF quais providências foram adotadas. O prazo para manifestação foi de 48 horas. A medida consta na Portaria 16, de 17 de agosto de 2026, que formalizou a abertura do inquérito civil. Pedido da Defensoria A DPU informou que também solicitou ao governo federal medidas para proteger as comunidades indígenas diante dos relatos recebidos. O órgão, no entanto, não divulgou a identificação das comunidades envolvidas nem detalhes das denúncias, alegando necessidade de preservar a segurança dos indígenas e das demais pessoas envolvidas. Segundo a DPU, até esta terça-feira (1º), não havia recebido resposta do governo federal sobre as providências adotadas após o encaminhamento do ofício. O g1 procurou o Exército, a Marinha, a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e o governo federal para saber quais medidas foram adotadas após as cobranças da DPU e do MPF e se houve operações ou reforço de efetivo na região. Os órgãos também foram questionados sobre o cumprimento do prazo estabelecido pelo Ministério Público, mas até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.